Capítulos e versículos coisa de
Langton e Robert
A realidade é que nas Escrituras (AT) dos judeus não existem
no texto original capítulos e versículos. A bíblia como se denominou
posteriormente de forma inadequada foi dividida em capítulos por Stephen
Langton (que mais tarde tornou se Arcebispo de Cantuária) no inicio do ano de
1200 AD.
A Robert Stephanus, um impressor de livros de Paris é
creditado como dividindo os capítulos em versículos em 1551. A primeira bíblia
completa impressa utilizando esse método foi a bíblia de Genebra de 1560.
(Canadian Bible Society)
Langton e Robert não poderiam ter sido mais inconsistentes.
Alguém poderia imaginar profetas Judeus dividindo suas predições e ensinos em
capítulos e versículos? No Novo Testamento a desordem é ainda muito pior, pois
quem escreveria cartas em capítulos subdivididos em versículos? Isso só poderia
resultar em entendimentos fracionados, fragmentados e partidos como temos hoje
de forma abundante.
Os mestres modernos das escrituras afirmam com toda ênfase que
a “bíblia” possui 66 livros, fazendo uma exegese de fundo de quintal sem pelo
menos usar o mais significativo anteparo para o entendimento, que é o bom senso
hermenêutico tão propagado e não menos descuidado, ou seja: as escrituras são
intérpretes de si mesmas.
Quem em sã consciência poderia denominar os bilhetes de Paulo
a Filemom, Tito e Timóteo de livros! Quem poderá sem incorrer em erro afirmar que
de 2ª e 3ª João são livros? Onde já se viu cartas e bilhetes divididos e
subdivididos recebendo a alcunha de biblioteca? Cá entre nós isso é de uma incoerência
formidável.
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