sábado, 6 de julho de 2013

Capítulos e versículos coisa de Langton e Robert

Capítulos e versículos coisa de Langton e Robert

A realidade é que nas Escrituras (AT) dos judeus não existem no texto original capítulos e versículos. A bíblia como se denominou posteriormente de forma inadequada foi dividida em capítulos por Stephen Langton (que mais tarde tornou se Arcebispo de Cantuária) no inicio do ano de 1200 AD.
A Robert Stephanus, um impressor de livros de Paris é creditado como dividindo os capítulos em versículos em 1551. A primeira bíblia completa impressa utilizando esse método foi a bíblia de Genebra de 1560. (Canadian Bible Society)
Langton e Robert não poderiam ter sido mais inconsistentes. Alguém poderia imaginar profetas Judeus dividindo suas predições e ensinos em capítulos e versículos? No Novo Testamento a desordem é ainda muito pior, pois quem escreveria cartas em capítulos subdivididos em versículos? Isso só poderia resultar em entendimentos fracionados, fragmentados e partidos como temos hoje de forma abundante.
Os mestres modernos das escrituras afirmam com toda ênfase que a “bíblia” possui 66 livros, fazendo uma exegese de fundo de quintal sem pelo menos usar o mais significativo anteparo para o entendimento, que é o bom senso hermenêutico tão propagado e não menos descuidado, ou seja: as escrituras são intérpretes de si mesmas.
Quem em sã consciência poderia denominar os bilhetes de Paulo a Filemom, Tito e Timóteo de livros! Quem poderá sem incorrer em erro afirmar que de 2ª e 3ª João são livros? Onde já se viu cartas e bilhetes divididos e subdivididos recebendo a alcunha de biblioteca? Cá entre nós isso é de uma incoerência formidável.

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