sábado, 6 de julho de 2013

A importância do Antigo Testamento para a compreensão da escatologia

A importância do Antigo Testamento para a compreensão da escatologia
Autor: William Bell, Jr.
A razão pela qual muitos não conseguem compreender o tempo dos últimos dias da segunda vinda de Cristo e do fim do mundo é devido à falta de conhecimento e apreciação das escrituras do Antigo Testamento.
Aqueles que seguem os ensinamentos de Cristo e a mensagem dos apóstolos devem estar bem cientes de que a base de tudo o que eles ensinavam era a Antiga Aliança.
Jesus prometeu que ele não veio destruir a lei, mas cumprir. Ele também disse: “Porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só i, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado”. Veja Mateus 5:17, 18.
Assim, falando em termos populares, todos os pingos dos "ii" e todos os traços dos "tt" das profecias do Antigo Testamento deveriam ser cumpridos antes que a lei pudesse passar. O próprio Jesus prometeu que a Velha Aliança permaneceria até que "o céu e a terra" (Judaísmo) passasse. Veja também (Mateus 34:35, Hebreus 12:26, 27;. Ag 2:6)
Uma vez que a palavra de Deus havia prometido o abalo do céu e da terra na Antiga Aliança (Ageu 2:6), a lei não poderia passar até que fosse cumprida. É por isso que o Senhor disse que era mais fácil passarem o céu e a terra do que um til da lei falhar. (Lucas 16:17)
Jesus prometeu que o céu e a terra passariam na queda de Jerusalém, antes que sua própria geração (pessoas vivendo em seus dias) passasse. (Mateus 24:35) Na verdade, ele não só previu o fim do céu e da terra, mas também disse que todas as profecias ainda não cumpridas seriam cumpridas na destruição romana que veio sobre Israel no ano 70 dC. “Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação... Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas... Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo isso se cumpra. (Lucas 21:20-22, 32)
Jesus estruturou todos os seus ensinamentos sobre a escatologia e o fim dos tempos das Escrituras do Antigo Pacto. "Ele mostrou aos apóstolos que todas as coisas que lhe diziam respeito tinham sua origem na mensagem da Lei de Moisés, dos Salmos e dos Profetas, (Lucas 24:44-47). Assim, não há nenhum ensinamento de Cristo desde seu sofrimento e morte por crucificação à proclamação do evangelho e do julgamento que não esteja arraigado e alicerçado na mensagem da Antiga Aliança.
Da mesma forma os apóstolos viram-se como vivendo na última geração do judaísmo. Por isso Paulo escreveu: "O fim dos séculos têm chegado a nós", 1 Coríntios 10:11), ou seja: aos discípulos do primeiro século. João viu o mundo do judaísmo passando, e em sua última hora. (1 João 2:17, 18). Pedro escreveu que a mensagem dos profetas estavam sendo cumprida em sua geração, (1 Pedro 1:10-12) e que o fim de todas as coisas tinha estava próximo. (1 Pedro 4:17). Tiago ecoa o refrão dos profetas anunciando que a Parousia (vinda) do Senhor estava próxima, o juiz estava à porta. (Tiago 5:7-8).
Assim, não há nenhuma mensagem de escatologia ou fim dos tempos das Escrituras, que não esteja enraizada e alicerçada na Antiga Aliança. Quando Paulo foi acusado por judeus incrédulos de ensinar um evangelho contrário a mensagem encontrada na Lei e os Profetas, disse a Felix que os judeus não podiam provar sua alegação. Ele passou a registro público, dizendo: “Nem te podem provar as coisas de que agora me acusam. Mas confesso-te isto: que, seguindo o caminho a que eles chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas, tendo esperança em Deus, como estes mesmos também esperam, de que há de haver ressurreição tanto dos justos como dos injustos. (Atos 24:13-15).
Assim, o que Paulo acreditava e ensinava a respeito da ressurreição e julgamento encontrava sua origem nas escrituras do Antigo Pacto. Portanto, a mensagem de últimos dias e fim do mundo que não está de acordo com a mensagem do Antigo Testamento, é uma mensagem que nem Jesus e nem os apóstolos pregaram ou toleraram, (Gálatas 1:6-9).
Até que tenhamos base no sentido e na cronologia da mensagem da Antiga Aliança, a mensagem do fim dos tempos continuará a ser um mistério para as massas, como é evidente a partir da confusão que existe entre os futuristas que veem em cada desastre interessante, um fim iminente de nosso mundo atual. A escatologia não era sobre o término de nosso mundo, mas sobre o fim do antigo mundo judaico, como foi profetizado na Antiga Aliança.


1 Pedro 1: A salvação pronta para ser revelada



1 Pedro 1: A salvação pronta para ser revelada

Pedro diz a seus leitores que o objetivo da sua fé, a salvação, estava "pronta a ser revelada no último tempo" (1 Pedro 1:5). Poucos comentaristas percebem o background da previsão do apóstolo Pedro, Daniel 12. O gráfico mostra como Pedro recorre a Daniel.

Daniel 12
1 Pedro 1:5-10
Tempo do fim (v. 4, 9)
Último tempo presente (v.5, 20); “no fim dos tempos”
Muitos serão purificados e refinados pela provação (v. 10)
Prova da fé mais preciosa que o ouro (v. 7)
Recompensa, vida eterna (v. 2), "deve surgir à sua herança" (v.13)
Herança incorruptível, incontaminável (v. 3); a salvação de vossas almas (v.9)
Predita por Daniel
Salvação predita pelos profetas (v.10)
Não para os dias de Daniel; ‘Tempo do fim’, ‘tu descansarás’ (v. 9, 13)
Não para eles, mas para nós; pronta para ser revelada (v. 10-12)

Pedro sabia que ele estava vivendo no tempo do fim predito por Daniel (Atos 2:17). Ele aguardava a recompensa eterna prometida por Daniel. Mas, enquanto que para Daniel foi dito que sua previsão estava longe, Pedro afirma que estava muito perto e "pronta para ser revelada."
Aqueles que insistem que as afirmações de tempo bíblicas não significam nada tem de lidar abertamente com esse contraste. Pedro diz que o que um dia foi distante agora era iminente. (Veja também 1 Pedro 4:5,7, 17) Ele estava errado ao dizer que os profetas sabiam que a profecia não era para o tempo deles? Se as declarações de tempo bíblicas são tão "elásticas" e inexpressívas, como os profetas poderiam saber que as previsões não eram para o seu tempo? Pedro estava errado ou equivocado ao dizer que o que não era para o tempo do profeta agora era iminente?
Pedro previu claramente a chegada daquilo que para Daniel foi dito estar muito distante. A salvação para vir no dia do Senhor não estava mais longe. Ela estava pronta para ser revelada. Se o Dia do Senhor e a revelação da salvação eterna ainda não chegaram, temos esperado quatro vezes mais desde o tempo de Pedro até agora, do que Pedro fez em relação a Daniel! Esta visão zomba do contraste que Pedro fez entre o tempo de Daniel e seu tempo.
A menos que Pedro estivesse falando de um ‘tempo do fim’ diferente, uma salvação eterna diferente, um processo de "refinamento da fé" diferente, do que o predito por Daniel, então os paralelos precisos entre Daniel e 1 Pedro 1 devem ser honrados.
À Daniel foi dito que sua previsão seria cumprida "quando o poder do povo santo fosse completamente destruído" (Daniel 12:7). Nenhum outro evento qualifica-se tão bem como a queda de Jerusalém em 70 d.C. A Epístola de Pedro foi escrita apenas poucos anos antes daquele evento... quando Jesus disse que a redenção viria (Lucas 21:28).
Daniel 12 predisse a vinda de coisas terríveis e também de coisas maravilhosas. A Audiência de Pedro estava experimentando o "refinamento" predito por Daniel, mas estava ansiosamente prevendo a perfeição da salvação. A Salvação eterna já veio ou as afirmações e expectativas de Pedro falharam.
É algo para refletir.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011




Nesta visão suprema, João vê uma prostituta ricamente adornada montada em uma besta vermelha (17.1-5). Ela está embriagada “com o sangue dos santos, o sangue das testemunhas de Jesus” (v. 6). No princípio, João está perplexo, entretanto o anjo intérprete explica a visão (v. 7-18; v. Dn. 9.20-23). Reúne dois caracteres históricos, mostrando sua conexão irônica: o império romano (a besta) e Jerusalém (a “prostituta”, chamada “BABILÔNIA, A GRANDE” Ap.17.5).

Muitos supõem que a prostituta babilônica representa a cidade (Igreja) de Roma porque ela repousa sobre sete colinas. A evidência, porém, sugere uma outra interpretação.

1) O Apocalipse designa a prostituta como a “BABILÔNIA, A GRANDE” (17.5), quer dizer, “a grande cidade” (17.18; v. 14.8; 16.19; 18.10,16,21). A primeira menção à “grande cidade” é 11.8, que indiscutivelmente aponta para Jerusalém “onde também foi crucificado o seu Senhor” (v. Lc. 18.21). Uma ironia cruel surge nessa imagem inversa: No AT a Babilônia histórica incendeia o templo (2Cr. 36.18- 20); agora Israel se torna uma “Babilônia”, causando a destruição de seu próprio templo: Josefo registra a realidade trágica de 70 d.C.:

“Os judeus tinham começado com suas próprias mãos a queimar completamente aquele templo” (Wars 6.3.5).

Jerusalém era uma “grande cidade” por causa de sua aliança (Sl. 48.1,2; 87.3; Mt. 5:35). Quando Jeremias refere-se à sua destruição por vir por intermédio da Babilônia do AT, ela a chama duas vezes de a “grande” cidade:

“Como está deserta a cidade, antes tão cheia de gente! Como se parece com a viúva, a que antes era grandiosa entre as nações! A que era a princesa das províncias agora se tornou uma escrava” (Lm. 1.1., grifo do autor; v. Jr. 22.8).

A descrição de João é semelhante:

“Façam-lhe sofrer tanto tormento e tanta aflição como a glória e o luxo a que ela se entregou. Em seu coração ela se vangloriava: ‘Estou sentada como rainha; não sou uma viúva e jamais terei tristeza’” (Ap. 18.7).

2) O pano de fundo aparente de João para essa prostituta (17.1-6; 19.1,2) é o texto do AT que também refere-se a Israel – Jeremias 3. Não somente há correspondências notáveis de palavras e imagens, mas de temas também. O tema de Jeremias 3 é o divórcio de Deus do reino do Norte, Israel, e sua ameaça de divórcio do reino do Sul, Judá. O tema do Apocalipse é o divórcio de Deus do NT Jerusalém/Israel (Ap. 5).

O pouco espaço proíbe um tratamento detalhado dessas correspondências notáveis, mas deixe-me resumir rapidamente as semelhanças (LXX é a abreviação para a tradução grega do AT).

Em Jeremias 3.1,2, Deus cobra Judá por agir como uma prostituta (LXX: porneuô), como faz João em Apocalipse 17.1,2 (gr. porneuô). Sua maldade “contaminou a terra” (Jr. 3.1,2,9): “a terra” (LXX, hê ge 3.2) “contaminada” em Jeremias se torna “a terra” (gr. hê ge) corrompida em Apocalipse (Ap. 19.2).

Deus adverte Judá no AT com base na experiência de Israel:

“Dei à infiel Israel uma certidão de divórcio e a mandei embora, por causa de todos os seus adultérios” (Jr. 3.8)

Isto é, quando ele permitiu aos assírios destruí-la (Jr. 50.17). O destino da prostituta do Apocalipse Jerusalém/Israel será o mesmo (Ap. 17.16; 19.2). Ao justificar a derrota de Judá do AT por Babilônia, Jeremias diz: “tu tens a testa de uma prostituta” (Jr. 3.3; RC); ao declarar no NT o caráter rebelde de Jerusalém, João observa que em sua testa havia uma inscrição “BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS PROSTITUTAS” (Ap. 17.5). Seguramente João está lidando com as mesmas cidades.

3) A prostituta babilônica se enche do sangue dos santos (Ap. 16.6; 17.6; 18.21,24): “Nela foi encontrado sangue de profetas e de santos, e de todos os que foram assassinados na terra [gr. hê ge]” (18.24). Claro que, com a perseguição de Nero em curso (1.9; 13.5-7), Roma estava manchada com o sangue dos santos. Porém Roma tinha entrado recentemente na categoria dos perseguidores, dos inimigos de Deus; ao longo de Atos, Jerusalém e os judeus eram os principais perseguidores.2 Além disso, Roma não era culpada da matança de quaisquer dos “profetas” do AT, como o fora Jerusalém. Em relação às autoridades de Jerusalém, Estevão pergunta:

“Qual dos profetas que seus antepassados não perseguiram? Eles mataram aqueles que prediziam a vinda do justo, de quem agora vocês se tornaram traidores e assassinos” (At. 7.52).

No contexto do Sermão do Monte das Oliveiras, Jesus repreendeu Jerusalém especificamente com palavras notáveis como aquelas em Apocalipse:

Por isso, eu lhes estou enviando profetas, sábios e mestres. A uns vocês matarão e crucificarão; a outros açoitarão nas sinagogas de vocês e perseguirão de cidade em cidade. E, assim, sobre vocês recairá todo o sangue justo derramado na terra, desde o sangue do justo Abel, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem vocês assassinaram entre o santuário e o altar (Mt. 23.34,35, grifo do autor).

Ou, como Lucas registra:

Pelo que, esta geração será considerada responsável pelo sangue de todos os profetas, derramado desde o princípio do mundo: desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu lhes digo, esta geração será considerada responsável por tudo isso (Lc.11.50.51; grifo do autor).

Jesus menciona tanto a perseguição dos santos em Israel na era do Novo quanto do AT.

Lembre-se que ao longo do Apocalipse, o Cordeiro morto atua no julgamento de seus assassinos, os judeus (5.6, v. 5.12; 13.8; este Cordeiro aparece 27 vezes em Ap.). Por que isto deveria nos surpreender? Jerusalém literalmente invoca o julgamento sobre ela por matar o Cordeiro de Deus:

Todo o povo respondeu:

“Que o sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos!” (Mt. 27.25).

4) A veste da prostituta reflete as cores sacerdotais judias, escarlate, púrpura, e ouro (Êx. 28), indicando o estado sacerdotal dessa prostituta e com o templo misturado com ela: “A mulher estava vestida de azul e vermelho, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas. Segurava um cálice de ouro” (Ap. 17.4). Josefo descreve a tapeçaria do templo cuidadosamente como:

“tapeçaria babilônica na qual as cores azul, púrpura, escarlate e branco foram misturadas” (Wars 5.5.4).

E o profeta também disse sobre Jerusalém:

Agora, pois, ó assolada, que farás? Embora te vistas de escarlate, e te adornes com enfeites de ouro, embora te pintes em volta dos olhos com antimônio, debalde te farias bela; os teus amantes te desprezam, e procuram tirar-te a vida. (Jeremias 4:30)

A taça de ouro da prostituta faz lembrar os utensílios do templo:

“A maior parte dos recipientes que foram postos nele era de prata e de ouro”(Wars 5.4.4).

Até mesmo o próprio templo era “adornado” com pratos de ouro e pedra branca, os quais nos remetem à prostituta “adornada de pedras preciosas e pérolas” (17.4):

Agora a face externa do templo em sua frente [...] estava por toda parte coberta com pratos de ouro de grande peso, e, ao primeiro nascer do sol, refletiu um esplendor ardente, e fez aqueles que se esforçavam para olhar atentamente se voltarem em direção oposta, da mesma maneira que teriam feito aos próprios raios do sol. Mas este templo, para os que não estavam familiarizados com ele, parecia, a uma certa distância, como uma montanha coberta com neve; devido àquelas partes não douradas, que eram excessivamente brancas (Wars 5.5.6).

A inscrição blasfema da prostituta em sua testa dá uma imagem inversa da inscrição santa no sacerdote judeu. Na testa do sumo sacerdote lemos:

“Consagrado ao SENHOR” (Êx. 28.36-38);

Na testa da prostituta lemos:

MISTÉRIO: BABILÔNIA A GRANDE; A MÃE DAS PROSTITUTAS E DAS PRÁTRICAS REPUGNANTES DA TERRA (Ap. 17.5).

5) Um contraste literário óbvio existe entre a prostituta embriagada e a noiva pura por vir. Esta justificação sugere um contraste intencional entre a indigna Jerusalém (11.8) e a nova Jerusalém (21.2) e isso deveria ser familiar a estudantes do NT (v. Gl. 4.24-31; Hb. 12.18-24).

O que se entende por alegoria: pois essas mulheres são dois pactos (Antiga e Nova Aliança); um do monte Sinai, que dá à luz filhos para a servidão, e que é Agar. Ora, esta Agar é o monte Sinai na Arábia e corresponde à Jerusalém atual, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém (A Nova Jerusalém) que é de cima é livre; a qual é nossa mãe. Pois está escrito: Alegra-te, estéril, que não dás à luz; esforça-te e clama, tu que não estás de parto; porque mais são os filhos da desolada do que os da que tem marido.Ora vós, irmãos, sois filhos da promessa, como Isaque. Mas, como naquele tempo o que nasceu segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito, assim é também agora. Que diz, porém, a Escritura? Lança fora a escrava (Jerusalém Apóstata) e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava herdará com o filho da livre (Nova Jerusalém). (Gálatas 4:24-30)

Pois não tendes chegado ao monte palpável, aceso em fogo, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, e ao sonido da trombeta, e à voz das palavras, a qual os que a ouviram rogaram que não se lhes falasse mais; porque não podiam suportar o que se lhes mandava: Se até um animal tocar o monte, será apedrejado. E tão terrível era a visão, que Moisés disse: Estou todo aterrorizado e trêmulo. Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos; à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; e a Jesus, o mediador de um novo pacto, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel. (Hebreus 12:18-24)

Apocalipse 17 e 21 fornece imagens notáveis, tanto negativas como positivas.

Lembre-se que João chama especificamente a noiva de a “Nova Jerusalém” dos céus (21.1,2), sugerindo seu contraste com a antiga Jerusalém (v. contrastes da nova/antiga aliança em outras passagens, Mt. 9.16,17; 13.52; 2Co. 3.7-14; Hb. 1.1,2; 3.1-6; 8.1-13).

Conforme Robert Thomas nota as similaridades entre a prostituta e a noiva: “As semelhanças são muito próximas e numerosas para ser acidental”. Considere apenas três exemplos dos vários que estão disponíveis (v. a seguir).

6) O Apocalipse descreve os nomes pagãos em outras passagens “Sodoma e Egito” para referir-se a Jerusalém, nomes bastante compatíveis com “a Babilônia” (11.8; v. Is. 1.9,10). Em outras palavras, no lugar de se portar como a esposa de Deus, Jerusalém se tornou um de seus inimigos – como Sodoma, Egito e Babilônia. A nova Jerusalém obviamente substituiu a antiga Jerusalém.

LANÇA FORA A ESCRAVA e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava herdará com o filho da livre. (Gálatas 4:30)

A prostituta montada em uma besta (17.3) é irônico: Não indica identidade com Roma, mas sujeição a Roma. A imagem lembra Israel no passado subordinado a Roma, assim ela poderia atacar Cristo e seus seguidores. Josefo escreve:

“Parece-me ser necessário relatar todas as honras que os romanos e seus imperadores retribuíram a nossa nação, e as alianças de ajuda mútua que fizeram” (Antiquities 14.10.1,2; grifo do autor).

Usando essa influência (“Não temos rei, senão César”, Jo. 19.15), os judeus exigiram a crucificação de Cristo (Mt. 23.37-39; Jo. 19.12-16) e, constantemente, promoviam agitações contra os cristãos, assim como para envolver os romanos em sua perseguição (At. 4.27; 16.20; 17.7; 18.12; 21.11; 24.1-9; 25.1,2).

“E começaram a acusá-lo, dizendo: ‘Encontramos este homem subvertendo a nossa nação. Ele proíbe o pagamento de imposto a César e se declara ele próprio o Cristo, um rei” (Lc. 23.2).

Mas agora o aliado anterior de Jerusalém contra Cristo se volta contra ela e a destrói (Ap. 18.16-24).

Dr. Kenneth L. Gentry, Jr.

Tradução: Monergismo.com

Fonte: Apocalipse, C. Marvin Pate (organizador), Editora Vida, p. 77-82